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quinta-feira, 7 de abril de 2011

A imagem e o homem

O homem é - a imagem - de Deus.
O homem é único e assim é a imagem de Deus, a cada indivíduo por Ele criado.
Compreender isso não é a mesma coisa que equacionar uma equação, mas equalizar, dentro de sua mente e consciência, que Você é a criatura por Ele criada.
Deus te deu vida e apenas tu, no Universo inteiro - ainda que os creia infinitos e paralelos - pode vivê-la. Apenas tu poderá ser capaz de impedir o teu próprio corpo de morrer.
Compreender Deus nada tem a ver com compreender outra coisa que não a ti mesmo.

O que é a morte, essa que só sendo vivo se a pode experimentar?

Ser vivo... não é a mesma coisa que estar vivo.

Deus é vivo. Você está vivo.

Ser vivo é manter-se capaz de vivo estar e estar vivo é ser capaz de manter-se morto a partir de qualquer instante.

Nadar e morrer afogado é assim. Se você nada, você sobrevive na água. Se você não nada, você morre. Ainda que me diga que pode boiar, ou agarrar-se a uma prancha, se você estiver no meio do oceano, ou você nada... ou você morre.... e não adianta ter lancha ou motor... sempre vai acabar a gasolina... e também a comida.

A vida cansa e só vivo posso alcançar o merecido repouso, chamado morte.

Só nascendo me torno um ser, e digo isso não porque seja verdade, já sou um ser dentro do útero e ainda diminuto lá em zigoto, uma simples e única célula, mas porque quando estou dentro de outro ser, não me considero ser um ser separado, e sim parte do outro, a quem por sinal controlo e comando até o dia de meu parto e para o qual todos os meus atos de embrião a bebê são por mim executados.

O ser sempre me preocupou e sobre ele todos os gênios da humanidade discursaram.

Parmênides declarou a seres humanos que se consideravam divinos que eles eram apenas seres e que humanos eram mortais como tais.

Rá declarou a seres humanos que se consideravam animais que eles eram todos seres, e, ao invés de humanos, imortais. Ainda assim eles morriam e também pode ter morrido Rá, embora eu seja partidário de que em algum lugar vivem vivas todas essas nossas conhecidas divindades, Deus, Alá, Jesus, Elvis Presly, Leonardo da Vinci, Shakespeare, Bob Marley, Raul Seixas, Michael Jackson, e até John Lennon, Hitler, Kennedy, Charles Manson e tantos outros e mais recentemente entre os notórios Osama Bin Laden, se é que é verdade que algum deles morreu mesmo.

Obama criou Osama, criou um filme chamado Nine-Eleven e descobriu que Eleven menos Nine dá dois, o Lama gritando à dama que os ama, e não houve diferença em se saber que um humano é, consciente um, inconciente outro, dois seres, num só. Uma maçã, que não consegue se compreender semente. Uma cobra, mais parecido com um touro que com macaco. Eu, por exemplo, me sinto por vezes lula, por vezes tartaruga.

E pessoalmente acredito que ao que chamamos morte os seres dos humanos adventos (tendo dar a idéia de vindouros, os próximos seguindo não de Jesus os passos, mas na fila os meus) possam chamar de nascimento e tais quanto nós lá perdidos em seus problemas e incompreensões, vivem a labuta de tentarem compreender cada um a si próprio sem jamais chegarem à compreensão comum de que não somos nós os criadores de nós mesmos. Apenas construímos, com ajuda de informações escritas celularmente, os nossos corpos e com eles as nossas vidas.

Somos iguais, e essa é minha luta. Provarmos que os diferentes nascem iguais.

Não sou um ser. Estou no corpo de um. Visto-o, como mesmo Deus como manto.

Sou uma mente, e diferente.

Sou livre, e libélula me é aprendiz.

Ah, e já que aqui me sinto confesso, não sou um filho de Deus. Sou um mau filho de Deus. Peco, erro, e imploro, choro, rogo e tento - mas não consigo - unir-me a Ele.

Peço, também, que um dia todo ser humano O compreenda assim.







quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Eu e a célula. O que sei e o que penso ser.

Nasci célula.
Não tenho dúvida disso.
Cresci, alimentando-me de células.
Não tenho dúvida, mas muitas incertezas, de que digerindo células eu me construí.
Não sou uma mente.
Uma mente pode ser um fóton, uma luz.
Sou gente.
E gente, ao que eu saiba, me seduz.
Não sou diferente.
Tudo o que me agrada a meus passos conduz.
Sou um. Alegre e contente.
Uso, como corpo, o meu capuz.
Sou único. Brilhante e ardente.
Sou alma, e coberto o brilho reduz.
Ser sou. Gigante, e permanente.
Sou capaz de já ter existido óvulo e sem esperma ter sido concebido.
Jesus foi assim.
Eu não, precisei de um pai, mas tenho certeza que dele ao menos uma célula eu ou comi ou fui por ela comido, eu quando óvulo, digo aqui na possibilidade de eu já ter sido mente quando esperma e então comi mesmo foi o óvulo, o que até é mais provável pois me garantiria ao menos por nove meses a sobrevida naquele minúsculo e diminuto aquecido local.
Apesar de saber de tudo isso... sem o Ser que me criou... nada sou.
E ... disso sei.
De mim... saberei?
Sou uma bolha de luz contida num gigantesco espaço à minha volta, pelo laço entre todo o universo e espaço de meus átomos à imagem e semelhança de meu interior visto fora como externo, à volta de mim.
Não sou pele. Nem músculos, nem cérebro.
Sou mente.
Sou gente.
Um espírito enebriado pela beleza de meu terno, é o que penso de mim.
Não consigo compreender isso, mas sei, perfeitamente, que em medidas... ele é perfeito a mim.
O único defeito ... vendo meu corpo assim, é que o pano não para de crescer... com isso fica mais pesado, os ossos se enrigecem, o peso arrasta pelo chão e eu acabo mesmo é corcunda, baixinho e todo enrugado.
No dia em que encontrarem uma vacina para a pele parar de morrer... então penso que vão encontrar também a fonte da eterna juventude.
E ela é ... bom... a eternidade.
Toda eternidade é eterna, ao que presume-se da matemática.
Enfim... sou mente e não sou mente.
Sou gente e com todos disso ninguém é diferente.
Sei que consciente eu me lembro do que faço.
Sei que inconsciente eu faço sem me lembrar.
Logo, sei que gente - e toda ela passa por consciências e inconciências - tem mente.
E sei que mente... é uma só.
Sei que cérebros são divididos.
E sei de gente que com mente, e lúcida, não tinha cérebro.
Ou seja... a mente independe do cérebro para existir.
E nada impede a mente de se alojar num fóton.
É o que eu queria dizer.
Sou um fóton... grande ... caminhante... racional... inteligente... e ... envelhecendo.
O que sei agora, amanhã saberei?
Sei que idosos são ruins de memória recente.
Sei que adultos são ruins de memória infantil.
Sei que criança não tem memória da velhice nem de adulto muito menos de adolescente.
Sei que sem saber acabei aprendendo muita coisa.
Sei que aprendendo cresci.
Sei que me esquecendo... ando encolhendo.
Logo... minhas memórias desaparecem de minha mente à medida em que meu corpo espalha minhas células por aí.
Sei que luz não precisa de memória para saber que é quente, forte, eterna e maravilhosa.
Sei que ... bom... não preciso de célula para ser eterno.
Sei que em tendo célula... não quero mais ser eterno.
E preciso fazer algo sobre isso, afinal quero mesmo me eternizar dentro do meu corpo.
Não tenho o menor interesse em morrer.
Ao menos por enquanto.
Ah... e sei também que o interesse cresce ... instantaneamente.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Visão, imagem e mente

Acredito que antes da vida existir a matéria já existia.
Acredito. Digo isso porque pode não ser verdade.

Acredito que a primeira célula que se dividiu teve repetida nas suas duas divisões, o seu ato.
Digo que acredito porque é lógico que para a vida ter evoluído ao menos uma das divisões aprendeu da original como se dividir e só evoluiu porque assim passou a agir. Ou seja, não apenas acreditou que seguir à risca as instruções era bom negócio como as seguiu e possivelmente nem todas exatamente à risca. Caso contrário seria obrigado a crer que a vida teve múltiplas células e não seria lógico eu admitir que a primeira célula foi mais de uma.

Eu não era luz, não era nada. Quero dizer, eu era nada e nada era. Não havia era, não havia nada e meu avô então nascia, o pai do meu pai. O pai da minha mãe e a mãe da minha mãe não existiam ainda nem em planos nem em namoros. De lá para cá eu sei o que sou, mas ninguém acredita em mim. Sou luz, e me fiz. Me chamam de arrogante, de prepotente, mas não ... sou mesmo é poderoso e se de uma unica célula tudo à minha volta (e dentro de mim) eu mesmo construí, evidentemente que poder ilimitado me foi concedido.

Há limites? Sim. Não me sinto capaz de poder voar até o fim do Universo e voltar mas posso fazê-lo na imaginação e para tal não preciso mais que uma mente para executá-lo. Vou e volto quantas vezes quiser. Posso mover na Terra montanhas? Claro, dêem-me as ferramentas e as moverei. Colocarei o Himalaia de cabeça para baixo represando no oceano índico as águas que tanto assolam a Indonésia, por exemplo. Mas... seria inteligente represar o mar movendo as montanhas sem pensar nas pessoas e vida que nelas vivem? Somos um grupo, heterogêneo aos extremos e toda a diversidade é necessária à vida. Não podemos simplesmente mudar o planeta à nossa revelia.

Não deve nos ser difícil compreendermos que cem anos antes de nosso pai nascer nós não existíamos e que isso vale tanto para ele quanto para toda a espiral ascendente de seus ancestrais até a primeira célula que nesse planeta ousou dividir-se pela primeira vez. Ou seja, o que estou sugerindo é que à imagem e semelhança mesmo minha, todo ser vivo é.

Assim pensando, sou capaz de admitir que a primeira vez que a vida se fez foi quando um ser antes inerte ao invés de se mover (animar), dividiu-se. A divisão, por si só, é um movimento e não é diferente o quebrar-se de uma pedra em duas. A simples trinca num rochedo imenso (sem que se afaste um bloco do outro mais que imperceptíveis microns) por si só provoca ao Universo exterior uma diminuição de seu espaço na mesma e exata proporção. Lembremo-nos que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo da mesma forma que tudo aquilo que se move move também o espaço ao seu entorno.

Tudo aquilo que eu vejo na minha mente é fruto da minha própria mente, e não tenho dúvidas do que me é real, entretanto, se a imagem formada na minha mente não existir de fato no meu exterior, sou obrigado a crer que essa imagem me foi reproduzida pela mente a partir de dados que dentro de minha mente estão. De outra forma não poderia nem visualizando interpretar o que pareço 'enxegar'. Aspei a palavra porque ao 'ver' uma imagem mentalmente na verdade apenas eu, dentro de minha mente, consigo fazê-lo e se disser a alguém que estou vendo Jesus Cristo, estou vendo Jesus Cristo, mas não estou afirmando que Jesus Cristo está na minha frente.

Ou seja... a imagem é dependente única e exclusivamente da própria mente.

Ora, outro dia tive uma visão assim e enxerguei um monte arredondado e o associei a Deus. Simplesmente estava tentando imaginar o Universo como um todo e preocupado em entender o que significaria Deus pairando sobre as águas e que diabo de abismo era aquele que se menciona na Bíblia e ao conseguir diminuir mentalmente o espaço todo que conhecemos esse monte se formou no meio e eu ainda distinguia sóis e estrelas, sabia onde estavam os planetas, mas não conseguia compreender que monte escuro era aquele. Então... dado à proporção do inusitado do monte infinitamente maior que o Universo (e o monte no meio do Universo), associei o monte a Deus. Nesse momento, numa rápida fração de segundo, vi Jesus Cristo naquele cenário e passava girando em torno do monte, e no mesmo instante compreendi porque Ele disse que estaria à direita de Deus. Isso era algo que me deixava extremamente desconfortável, porque não conseguia imaginar porque alguém tão brilhante quanto Jesus iria dizer um algo assim. 'Vendo' a cena, consegui perceber que não apenas Ele como qualquer um de nós está à direita de Deus simplesmente porque todo o Universo gira no sentido horário em volta de um mesmo imaginário ponto e em qualquer lugar que você esteja, esse ponto estará à sua esquerda. Não é um ponto, entretanto, mas um monte, como mesmo o Pão de Açucar, só que na visão a baía da Guanabara era todo o planeta à sua volta, e diminuto, se comparado com o que teríamos na realidade imaginando plano o esférico-ovalado planeta em que vivemos.

A cena me comoveu, confesso, e compreendi entre o monte e a área de giro (onde estavam todos os seres vivos - a superfície e apenas) o imenso mar, cercado de terras, um mar de águas e verde, sobre o qual a Bíblia menciona o Espírito de Deus pairado.

Meses se passaram e eu tentando compreender e fazer funcionar de novo essa 'micro-telasinha' imaginativa na minha cabeça. Por mais que me esforçasse não conseguia conduzir-lhe a imagem, mas fui seguindo teimoso e devagar fui aprendendo a 'mexer nos botões'. Um dia, numa imagem já do túnel sequencial por onde passam os espíritos dos vivos, consegui nitidamente uma fileira imensurável de almas seguindo ao Mestre e ainda com o Seu capuz.

Nessa noite consegui uma visão do monte mais de perto e vi, claramente, por duas vezes, a imagem de Deus de pé sobre ele com um cajado na mão direita. Porque na direita? Isso não ousei perguntar, mas imagino que poderia estar à esquerda e não faria muita diferença, a não ser que eu considerasse que é o peso do cajado o que provoca à vastidão universal o horário desequilíbrio causador do movimento inicial e mantenedor da harmonia na movimentação.

Essa experiência vim aqui contar. Imagino possível compreendermos nossa origem e tenho a Bíblia não como um livro santo ou sagrado, mas um manual científico, inteligente e literário, explicando a nós como é que a vida se fez. Um manual tão bem escrito que dificilmente alguém o compreenderia se escrito de outra maneira fosse. Entretanto, se corretas interpretadas as palavras, só no primeiro parágrado da Gênesis é possível se vislumbrar exatamente como foi que o DNA se formou. Também é possível, se associadas nas nossas mentes essas imagens, percebermos a imensidão do que é o Universo, infinito não, porque infinito é uma palavra pequena demais para descrevê-lo, mas crescente.

Noite e dia. Existem e são mensuráveis.
Vida e morte, existem e são comparáveis.
Ser e estar confundem e são explicáveis.
Razão e emoção derivam de palavras.
Amor existe e assim volátil é a fé.

Le grand pour le petit

O grande, pelo pequeno.
Seria uma tradução para a frase título.
Nâo a única, evidentemente, porque tudo o que se pode ler pode-se interpretar e em assim sendo nada é o que apenas parece, embora seja o que de origem se propos a ser.
Enfim...
Einstein, ao propor que a energia era pura e simplesmente a direta relação multiplicativa entre a massa do objeto e a velocidade da luz, ao quadrado, parece desconsiderar, mesmo a dizer que tudo é relativo, embora sem mencionar sequer em relação a que ou a quem, que o nada, multiplicado pela inexistência da massa, mas ao quadrá-la, poderia gerar uma força tão assombrosa e aterradora que todo o Universo, de medo, talvez, dela, pudesse surgir. Ao considerar que a energia nula em toda se transforma (e=mc²) pela simples multiplicação de uma massa total nula pela velocidade quadrada de uma luz inexistente, Einstein nos revela o truque da mágica. Confundindo, Deus se explica.
E não se explica a mim, para mim Deus é claro, explica-se às células, a cada uma e nem todas capazes, individualmente, de compreeenderem-se a si.
Existem muitas, como as minhas, que precisaram de infinitas menos uma para chegar a tanto. Essa uma, que consegui em meu ser separar, me diz de mim muito mais verdades que todos os nossos cientistas, desde 40 mil anos antes de Cristo até hoje.
Como convencer eu a toda essa gente que um cachorro não é exatamente um cachorro como nós o vemos, mas na verdade uma borboleta de quem cujas asas somos nós?
Sou um simples mortal e antes de mim a luz ... não existia.
Penso que antes de me tornar um esperma, eu nem luz era, mas vivia já dentro de um ser que nem esperma tinha, e estava ainda dentro de meu avô, que já casado era, e pai de duas filhas e um filho, e lá estava eu, insignificante.
Aí nasci. Aprendi, cresci, casei tive filho, e então filho meu assim me fiz.
Me criei. Apaixonei-me pela minha mãe, com ela me casei, tive um filho e o fiz famoso e só então ousei revelar ao mundo minha cara. Antes enganei meu pai, enganei minha mãe e todo mundo me chamava de Walquíria.
Foi só eu apontar aqui na Terra que me chamaram de Marcos, tamanha a voracidade com que me apresentei.
Um Marco... Esse menino, essa Walquíria já em processo de esquecimento, tem que se chamar Marcos. Foi logo uma das primeiras coisas que aqui ouvi.
Depois aprendi muita coisa.
Aprendi que Deus era mau e que minha mãe era um doce.
Aprendi que meu pai era bravo e que a sociedade não me era tão amiga.
Que cachorros são amigos e do homem entre os melhores.
Que o sol brilha em cima e que a lua nasce de baixo.
Então ... me puz a pensar.... Se nessa época, ainda na próstata de meu avô, há coisa de 100 anos atrás, eu já podia pensar... ora... meu pai ainda não era sequer uma próstata quando meu avô nasceu.
A vida é evolutiva, sim que sei.
Mas... Darwin não sabia do que sei eu. Einstein nunca sonhou o que sonho eu.
Jesus Cristo sim, que uma vez vi. Estava ao lado de Deus, que por duas vezes a mim Se mostrou.
Átomo? Elétron? Fóton?
Sol? Planeta?
Tudo isso é dependente de uma força só.
E nada há, na minha vida, que a sugira outra coisa que não mental.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O certo, o errado e o abstrato

O conceito de certo e errado é algo abstrato, tão abstrato quanto o sim e o não e nós abusamos desses dizeres nos nossos dia-a-dias e nem percebemos quão importante são as definições na concretização em nossos cérebros de nossos reais valores.

É certo dizermos que não sabemos de nossas origens.

É errado dizermos que viemos da luz, que viemos de Deus ou mesmo que não existimos.

É evidente que podemos ter vindo de Deus e podemos ter vindo da luz, mas evidente também é nossa existência e então a afirmação que fiz anteriormente está equivocada.
Ou seja. Não é errado dizermos que viemos da luz. Errado é afirmarmos isso sem base
técnica, assim como errado é afirmarmos termos vindo de Deus sem a mesma base.

É certa a existência como certo é o nascimento.
Quem nasce vive, e certo é que só quem vive pode morrer.

Não é certo dizermos que o pensamento exista como matéria, portanto posso considerar errado que o etéreo seja material, e posso hipotetisar que ainda que etéreo, o pensamento seja uma energia e como tal cíclica e ondular, assim como movente e variável, como toda e qualquer fonte de energia conhecida.

Hipotetisando que a luz dividida em semi-invisíveis fótons possa se materializar em microscópicos átomos posso hipotetisar que o pensamento, por parecer insondáveis vezes menos potente que a luz produza, ao final do também congelamento de suas partículas, elétrons e eis aí algo que a Ciência ainda pouco considerou: a existência não de uma apenas, mas de duas as fontes primárias de toda a energia convulsionante do Universo trabalhando não em conjunto, mas mantendo nas suas operações apenas uma proporcionalidade energético/tranformacional idêntica.

Isso confundiria tanto o ser inteligente em busca de suas raízes que ele não conseguiria perceber uma ainda que a outra lhe fosse visível e escancaradamente grande à sua frente pela simples dedução de que o infinitamente grande não é apenas infinitamente maior que o infinitamente pequeno, mas exponencial-infinitamente muito mais preponderante e ativo a ponto de uma substância por umas energias formada jamais poder sequer tocar a face de uma substancia similar (ainda que de mesmo tamanhos) formada pela outra. Muito menos romper-lhe o escudo de proteção.

Sei que isso é uma teoria boa para filmes de ficção, mas pode muito bem se adequar à nossa realidade se considerarmos que todas fitas de DNA que conhecemos são duplas e que todos os elementos atômicos que conhecemos carregam no mínimo um elétron à sua volta e não se ouve falar de elétrons fundindo-se a núcleos nem de células com DNA sem par.

A união abstrata que se forma entre essas duas fontes de matéria (energia formando matéria) se daria bem sendo definida como a 'alma' do ser vivo, ou a inteligência existente entre as partes, causadora dos questionamentos de cada ser e ao mesmo tempo agregadora, organizadamente, das células que compõem cada indivíduo.

Não sei se "viajo" muito nessas minhas considerações, mas imagino que se não sou esperma, não sou óvulo, e se uma semente produz uma árvore semi-eterna... porque não sou imortal também eu?

Acho que a aceitação de que Deus é a fonte da energia pensante resultaria na conclusão de que a luz é o único pensamento já existente que se eternizou: - a vida deve seguir viva, até para que dela nasça um ser capaz de dominá-la.

O que você acha?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Twitter na minha vida

Acabei de retwittar um tweet no Twitter e antes tinha pensado em vir aqui blogá-lo, para depois fazer propaganda de mim para que viessem aqui no meu blog ler o que eu penso. Mas aí reconsiderei... se posso falar pouco, e falar certo, penso até que seria falso modesto se dissesse que não é tão certo assim, porque é, e reconsiderando admiti que primeiro deveria mesmo dizer lá o que ainda não disse aqui, porque considero chato, e até aborrecido, que alguém me critique por não saber o que digo.
Ora... se escrevo, insisto e persisto, é porque sei que o que digo é bom de ser sabido, lido, ouvido, repetido.
Então lá vai:
A primeira certeza que tenho é que a vida, como um todo, começou antes de mim.
A segunda, é que a minha vida começou apenas comigo, quando nasci.
E a terceira, que me é uma informação e não um saber, é que saí do útero da minha mãe.
A quarta certeza já me é uma dúvida... meu pai... será que saí mesmo dele?
Posso saber, claro, mas não será, nem mesmo medindo o DNA, uma certeza 100% certa.
E uma certeza, cem por cento certa, é que a vida começou antes de todos os seres hoje vivos. Menos a minha. Que começou comigo.

domingo, 12 de abril de 2009

O espírito imortal

Dizem os espíritas ser o momento mais belo de nossa vida o desenlace de nosso espírito a nosso corpo. Creio neles. Afinal, sei que aqui vivo, no estupor do fascinar-me por algo, nada mais vejo, ouço ou sinto. Porque seria diferente se apenas minha alma uma hora resolvesse encarar e compreender, de vez, a beleza da natureza morta. Afinal, se de lá ele, o espírito do corpo morto, aqui nos ver os amigos, amados e queridos, todos eles, e juntos chorando a própria morte... é algo prá lá de encantador. Comovente. Desesperador. Desesperador imagino eu. Mas também belo, afinal para isso nascemos, para deixarmos aqui atrás de nós um rastro de dor... e é, ninguém pode negar, de amor.

domingo, 1 de março de 2009

O assassino e o assassinado

CARTA DE UMA MÃE PARA OUTRA MÃE
INVERSÃO DE VALORES-(CASO VERÍDICO)
*Carta enviada de uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário na tv.

De mãe para mãe.
'Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc... Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto.Quero com ele fazer coro.Enorme é a distância que me separa do meu filho.Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual.Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas 'Entidades' que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar 'Os meus direitos' !' Faça circular este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta (falta de vergonha na cara)inversão de valores que assola o Brasil. Direitos humanos deveria ser para
HUMANOS DIREITOS.
(e-mail recebido de uma amiga que imagino saiba ser mãe)