quarta-feira, 21 de abril de 2010

Visão, imagem e mente

Acredito que antes da vida existir a matéria já existia.
Acredito. Digo isso porque pode não ser verdade.

Acredito que a primeira célula que se dividiu teve repetida nas suas duas divisões, o seu ato.
Digo que acredito porque é lógico que para a vida ter evoluído ao menos uma das divisões aprendeu da original como se dividir e só evoluiu porque assim passou a agir. Ou seja, não apenas acreditou que seguir à risca as instruções era bom negócio como as seguiu e possivelmente nem todas exatamente à risca. Caso contrário seria obrigado a crer que a vida teve múltiplas células e não seria lógico eu admitir que a primeira célula foi mais de uma.

Eu não era luz, não era nada. Quero dizer, eu era nada e nada era. Não havia era, não havia nada e meu avô então nascia, o pai do meu pai. O pai da minha mãe e a mãe da minha mãe não existiam ainda nem em planos nem em namoros. De lá para cá eu sei o que sou, mas ninguém acredita em mim. Sou luz, e me fiz. Me chamam de arrogante, de prepotente, mas não ... sou mesmo é poderoso e se de uma unica célula tudo à minha volta (e dentro de mim) eu mesmo construí, evidentemente que poder ilimitado me foi concedido.

Há limites? Sim. Não me sinto capaz de poder voar até o fim do Universo e voltar mas posso fazê-lo na imaginação e para tal não preciso mais que uma mente para executá-lo. Vou e volto quantas vezes quiser. Posso mover na Terra montanhas? Claro, dêem-me as ferramentas e as moverei. Colocarei o Himalaia de cabeça para baixo represando no oceano índico as águas que tanto assolam a Indonésia, por exemplo. Mas... seria inteligente represar o mar movendo as montanhas sem pensar nas pessoas e vida que nelas vivem? Somos um grupo, heterogêneo aos extremos e toda a diversidade é necessária à vida. Não podemos simplesmente mudar o planeta à nossa revelia.

Não deve nos ser difícil compreendermos que cem anos antes de nosso pai nascer nós não existíamos e que isso vale tanto para ele quanto para toda a espiral ascendente de seus ancestrais até a primeira célula que nesse planeta ousou dividir-se pela primeira vez. Ou seja, o que estou sugerindo é que à imagem e semelhança mesmo minha, todo ser vivo é.

Assim pensando, sou capaz de admitir que a primeira vez que a vida se fez foi quando um ser antes inerte ao invés de se mover (animar), dividiu-se. A divisão, por si só, é um movimento e não é diferente o quebrar-se de uma pedra em duas. A simples trinca num rochedo imenso (sem que se afaste um bloco do outro mais que imperceptíveis microns) por si só provoca ao Universo exterior uma diminuição de seu espaço na mesma e exata proporção. Lembremo-nos que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo da mesma forma que tudo aquilo que se move move também o espaço ao seu entorno.

Tudo aquilo que eu vejo na minha mente é fruto da minha própria mente, e não tenho dúvidas do que me é real, entretanto, se a imagem formada na minha mente não existir de fato no meu exterior, sou obrigado a crer que essa imagem me foi reproduzida pela mente a partir de dados que dentro de minha mente estão. De outra forma não poderia nem visualizando interpretar o que pareço 'enxegar'. Aspei a palavra porque ao 'ver' uma imagem mentalmente na verdade apenas eu, dentro de minha mente, consigo fazê-lo e se disser a alguém que estou vendo Jesus Cristo, estou vendo Jesus Cristo, mas não estou afirmando que Jesus Cristo está na minha frente.

Ou seja... a imagem é dependente única e exclusivamente da própria mente.

Ora, outro dia tive uma visão assim e enxerguei um monte arredondado e o associei a Deus. Simplesmente estava tentando imaginar o Universo como um todo e preocupado em entender o que significaria Deus pairando sobre as águas e que diabo de abismo era aquele que se menciona na Bíblia e ao conseguir diminuir mentalmente o espaço todo que conhecemos esse monte se formou no meio e eu ainda distinguia sóis e estrelas, sabia onde estavam os planetas, mas não conseguia compreender que monte escuro era aquele. Então... dado à proporção do inusitado do monte infinitamente maior que o Universo (e o monte no meio do Universo), associei o monte a Deus. Nesse momento, numa rápida fração de segundo, vi Jesus Cristo naquele cenário e passava girando em torno do monte, e no mesmo instante compreendi porque Ele disse que estaria à direita de Deus. Isso era algo que me deixava extremamente desconfortável, porque não conseguia imaginar porque alguém tão brilhante quanto Jesus iria dizer um algo assim. 'Vendo' a cena, consegui perceber que não apenas Ele como qualquer um de nós está à direita de Deus simplesmente porque todo o Universo gira no sentido horário em volta de um mesmo imaginário ponto e em qualquer lugar que você esteja, esse ponto estará à sua esquerda. Não é um ponto, entretanto, mas um monte, como mesmo o Pão de Açucar, só que na visão a baía da Guanabara era todo o planeta à sua volta, e diminuto, se comparado com o que teríamos na realidade imaginando plano o esférico-ovalado planeta em que vivemos.

A cena me comoveu, confesso, e compreendi entre o monte e a área de giro (onde estavam todos os seres vivos - a superfície e apenas) o imenso mar, cercado de terras, um mar de águas e verde, sobre o qual a Bíblia menciona o Espírito de Deus pairado.

Meses se passaram e eu tentando compreender e fazer funcionar de novo essa 'micro-telasinha' imaginativa na minha cabeça. Por mais que me esforçasse não conseguia conduzir-lhe a imagem, mas fui seguindo teimoso e devagar fui aprendendo a 'mexer nos botões'. Um dia, numa imagem já do túnel sequencial por onde passam os espíritos dos vivos, consegui nitidamente uma fileira imensurável de almas seguindo ao Mestre e ainda com o Seu capuz.

Nessa noite consegui uma visão do monte mais de perto e vi, claramente, por duas vezes, a imagem de Deus de pé sobre ele com um cajado na mão direita. Porque na direita? Isso não ousei perguntar, mas imagino que poderia estar à esquerda e não faria muita diferença, a não ser que eu considerasse que é o peso do cajado o que provoca à vastidão universal o horário desequilíbrio causador do movimento inicial e mantenedor da harmonia na movimentação.

Essa experiência vim aqui contar. Imagino possível compreendermos nossa origem e tenho a Bíblia não como um livro santo ou sagrado, mas um manual científico, inteligente e literário, explicando a nós como é que a vida se fez. Um manual tão bem escrito que dificilmente alguém o compreenderia se escrito de outra maneira fosse. Entretanto, se corretas interpretadas as palavras, só no primeiro parágrado da Gênesis é possível se vislumbrar exatamente como foi que o DNA se formou. Também é possível, se associadas nas nossas mentes essas imagens, percebermos a imensidão do que é o Universo, infinito não, porque infinito é uma palavra pequena demais para descrevê-lo, mas crescente.

Noite e dia. Existem e são mensuráveis.
Vida e morte, existem e são comparáveis.
Ser e estar confundem e são explicáveis.
Razão e emoção derivam de palavras.
Amor existe e assim volátil é a fé.

Le grand pour le petit

O grande, pelo pequeno.
Seria uma tradução para a frase título.
Nâo a única, evidentemente, porque tudo o que se pode ler pode-se interpretar e em assim sendo nada é o que apenas parece, embora seja o que de origem se propos a ser.
Enfim...
Einstein, ao propor que a energia era pura e simplesmente a direta relação multiplicativa entre a massa do objeto e a velocidade da luz, ao quadrado, parece desconsiderar, mesmo a dizer que tudo é relativo, embora sem mencionar sequer em relação a que ou a quem, que o nada, multiplicado pela inexistência da massa, mas ao quadrá-la, poderia gerar uma força tão assombrosa e aterradora que todo o Universo, de medo, talvez, dela, pudesse surgir. Ao considerar que a energia nula em toda se transforma (e=mc²) pela simples multiplicação de uma massa total nula pela velocidade quadrada de uma luz inexistente, Einstein nos revela o truque da mágica. Confundindo, Deus se explica.
E não se explica a mim, para mim Deus é claro, explica-se às células, a cada uma e nem todas capazes, individualmente, de compreeenderem-se a si.
Existem muitas, como as minhas, que precisaram de infinitas menos uma para chegar a tanto. Essa uma, que consegui em meu ser separar, me diz de mim muito mais verdades que todos os nossos cientistas, desde 40 mil anos antes de Cristo até hoje.
Como convencer eu a toda essa gente que um cachorro não é exatamente um cachorro como nós o vemos, mas na verdade uma borboleta de quem cujas asas somos nós?
Sou um simples mortal e antes de mim a luz ... não existia.
Penso que antes de me tornar um esperma, eu nem luz era, mas vivia já dentro de um ser que nem esperma tinha, e estava ainda dentro de meu avô, que já casado era, e pai de duas filhas e um filho, e lá estava eu, insignificante.
Aí nasci. Aprendi, cresci, casei tive filho, e então filho meu assim me fiz.
Me criei. Apaixonei-me pela minha mãe, com ela me casei, tive um filho e o fiz famoso e só então ousei revelar ao mundo minha cara. Antes enganei meu pai, enganei minha mãe e todo mundo me chamava de Walquíria.
Foi só eu apontar aqui na Terra que me chamaram de Marcos, tamanha a voracidade com que me apresentei.
Um Marco... Esse menino, essa Walquíria já em processo de esquecimento, tem que se chamar Marcos. Foi logo uma das primeiras coisas que aqui ouvi.
Depois aprendi muita coisa.
Aprendi que Deus era mau e que minha mãe era um doce.
Aprendi que meu pai era bravo e que a sociedade não me era tão amiga.
Que cachorros são amigos e do homem entre os melhores.
Que o sol brilha em cima e que a lua nasce de baixo.
Então ... me puz a pensar.... Se nessa época, ainda na próstata de meu avô, há coisa de 100 anos atrás, eu já podia pensar... ora... meu pai ainda não era sequer uma próstata quando meu avô nasceu.
A vida é evolutiva, sim que sei.
Mas... Darwin não sabia do que sei eu. Einstein nunca sonhou o que sonho eu.
Jesus Cristo sim, que uma vez vi. Estava ao lado de Deus, que por duas vezes a mim Se mostrou.
Átomo? Elétron? Fóton?
Sol? Planeta?
Tudo isso é dependente de uma força só.
E nada há, na minha vida, que a sugira outra coisa que não mental.