terça-feira, 21 de julho de 2009

coisas frágeis: amigos....

coisas frágeis: amigos....

Coisa frájil é uma maneira estranha de se mostrar que palavra também tem fragilidade e se quebra, com excessiva facilidade, tanto escrita quanto falada.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Bolhas e luz

O fóton é uma bolha, admita-se.
É rápido, sabe-se. É instantâneo, percebe-se da luz ao acender-se que ocupa todo o derredor, mensurável entretanto essa instantaneidade, visto que do sol até aqui leva oito minutos, o que não impede que em oito minutos uma chama nos atinja saída de lá.
Não há muito o que fazer se isso acontecer, a não ser ser lançado, em luz esse fóton inflado dentro de mim, ao interior e de volta à minha origem, do que consideramos planeta, essa bola de matéria a nos impedir de realizarmos esse sonho de retorno ao sossego da eternidade.
Pois bem, o fóton cresce, toma a forma que quer, e aceita nomes e denominações, tem regras e leis, e é forte o suficiente para manter um corpo como o nosso aceso por bem mais tempo que imaginamos.
É uma criatura divina, capaz de agrupar-se por si só dentro de um útero e de lá sair um infinito de vezes maior que si próprio infinitamente já ampliado em uma célula com a aparência de uma lua e fecundado por um dinossauro sem pernas e faminto.
Também esse ser fotogênico que me dá vida é capaz de dar toda a vida em volta de mim e assim o faz.
Não sou o que penso ser, não sou o que creio ser, e sei que sou o ser que me deu vida, desde fóton até aqui. Vou me apagar não me é uma questão, é uma resposta, e definitiva apenas quando ocorrer. Considerando que o tempo não existe, apago-me quando alguém outro me matar. A morte não é a incumbência da vida, penso comigo. Não nasci para morrer. Falta-me esse saber e algas já o conhecem, e também árvores vivem milhões de vezes mais que humanos. Possível é e concebível que Deus esteja presente na origem, no momento e no futuro de nossas vidas.
A Ciência, até aqui inapta ao maiúsculo no nome, por incapaz de nos demonstrar de onde saiu essa luz que nos alimenta a todos e a tudo, há de reconhecer que há inteligência na criação.

domingo, 5 de julho de 2009

ओ ओवो ऐ अ casca

Um ovo, ao invés de quebrar-se aos 27 dias pode amolecer a casca aos 18 e dele nasce, ao invés de um pássaro, borboleta ou lagarta, um bebê que não sabe o que é. A mulher, uma casca mole duas vezes mais dura que o homem, uma casca mole, se unem, e formam outro ser igual e idêntico a cada metade de si. É sabido que a primeira célula nossa se divide exatamente ao meio, mas também sabido é que um esperma é menor que um óvulo e tem muito mais esperma que óvulo na natureza. O desequilíbrio do ovo de pé é o que mantém o equilíbrio dos seres deitados. Unidos somos a vida, todos nós e cada pedacinho de cálcio como casca e cada pedacinho de matéria como luz. É inacreditável a mim compreender-me uma casca viva, cheia de vida dentro e fora de mim, mas é o que sou. Sou uma frágil e tênue membrana de ovo, nem casca nem filhote, nem ave, nem borboleta, nem lagarto nem lagarta, eis aqui o bicho que sou. Nem vegetal nem animal, luminoso, isso é o que sou, luminoso e sujo, feito apenas de excrementos de vidas passadas todas elas antes, e dentro de mim de passagem, uma luz, apenas uma luz e brilhando presa a um corpo de mãos e pés tão separados quanto continentes de minha cabeça pensante.
A vida é maior, anterior e causadora da luz que passa através de nós, tão rapidamente que não percebemos, nem nós nem ninguém, nada mais atraente e prazeroso, delicioso, de se deixar seduzir, a luz nos encanta, e encantando a todos e a tudo, e nenhum de nós igual a outro, nos permite a ilusão de que existimos, e existimos, isso, nossa vida, não é uma ilusão, é uma incompreensão, jamais antes compreendida.
Ao contrário, penso também. Se já construíram tótens, pirâmides, imagens, livros, Bíblias, e grandes, consistentes, verdadeiras, literárias, obras ímpares, nobres, beirando à verbalização da metáfora como do sonho a realidade, enfim... se já sabiam da existência de Deus, porque seguimos com dúvidas?
Deus é uma bolha de luz e cada um de nós é uma bolha de água.
Supondo que uma mente caiba em um oxigênio, dois hidrogênios nos dão sustentação. Que tamanho tem cada uma de minhas invisíveis asas?
Se ninguém teve essa curiosidade, ela cresce 2 kilos por dia, em média, e se espalha saindo de poros de meu corpo. Poros grandes e poros pequenos, poros pares e poros ímpares, contáveis e insondáveis, entretanto todos perfeitamente encaixáveis uns nos outros. Enrolado, mas luminoso.
Sou uma libélula e todos voamos, não apenas pássaros e pirilampos.
Formiga, mosquito sem asa, está aí e não me deixa mentir, se uma mosca perde a asa, cai no chão em forma de ovo, uma formiga rainha o acolhe, e ela nasce formiga.
Sou um galho saído de meu pai, um tronco saído de seu pai, uma raiz saída de seu avô, uma semente oriunda de seu avô, e ascendentes, vinda de Deus.
Não consigo compreender a Ciência. Honestamente.
Qual é a diferença entre Deus e Allah? Entre Jeová e Belzebu?
Deus é luz, em movimento, gerando vida.
Amar a luz não somente é uma boa idéia como amar a si como se ama a Deus.
Amar ensina-se, luz aquece, amor também.
Um ovo, como a mulher, capaz de não quebrar-se, para permitir dentro de si uma nova casca a nascer é uma eternidade que apenas muda de lados, e se repete, sim, desde o princípio até o fim. Nós somos o meio, e ambiente, andamos e caminhamos por dentro de nós. Somos, como dizia Jesus, os filhos de Deus no Reino Encantado de Deus. Encantado Ele não sei se disse, mas encanta até hoje e assim perdurará.
A eternidade, além de eterna, como já disse antes, é permanente e passa por aqui.
Só não vê quem não quer.

sábado, 4 de julho de 2009

ओ ट्विट्टर ऐ ओ blog

O Twitter, ao permitir ao blogueiro o acesso ao blog, ao aviso do lançamento, e o contar da novidade, num só e único lugar, um monitor de infinitas (contáveis) telas a frente de duplo infinito (contável, mutante e gerenciável) de olhos, distrai a mente e une a vista, tornando-se claro o foco e a presença da unidade no tempo que se estica e parar não para, mas presente está e fica, além de escuro, mais colorido.
Complicado, sim, admito.
Como disse a Anie(http://aniedrops.blogspot.com/2009/07/orkutizacao-do-twitter.html), "orkutizou-se" o Twitter.
O blogueiro, passado de orkuteiro, passa então a fase de cancioneiro, canteiro e terreiro.
Complicado ainda, explico:
O escritor, que escrevia à mão, e entregava a uma outra, passado pela fase de aprender a escrever para muitos, em comunidades espalhadas e unindo em redes amplas pares e ímpares díspares outros escritores, e opinistas, passa a, no Twitter, escrever, alardear, convidar, oferecer e resolver, ali mesmo, todos os seus anseios e desejos. A fantasia corre solta e o sonho nunca de pequeno pode ser chamado, por mais curto que tenha sido o sono que o causou.
O tempo não existe e o tempo passa, algo deve mudar no momento que alguém se der conta de que não temos cinco dedos àtoa.