quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Eu e a célula. O que sei e o que penso ser.

Nasci célula.
Não tenho dúvida disso.
Cresci, alimentando-me de células.
Não tenho dúvida, mas muitas incertezas, de que digerindo células eu me construí.
Não sou uma mente.
Uma mente pode ser um fóton, uma luz.
Sou gente.
E gente, ao que eu saiba, me seduz.
Não sou diferente.
Tudo o que me agrada a meus passos conduz.
Sou um. Alegre e contente.
Uso, como corpo, o meu capuz.
Sou único. Brilhante e ardente.
Sou alma, e coberto o brilho reduz.
Ser sou. Gigante, e permanente.
Sou capaz de já ter existido óvulo e sem esperma ter sido concebido.
Jesus foi assim.
Eu não, precisei de um pai, mas tenho certeza que dele ao menos uma célula eu ou comi ou fui por ela comido, eu quando óvulo, digo aqui na possibilidade de eu já ter sido mente quando esperma e então comi mesmo foi o óvulo, o que até é mais provável pois me garantiria ao menos por nove meses a sobrevida naquele minúsculo e diminuto aquecido local.
Apesar de saber de tudo isso... sem o Ser que me criou... nada sou.
E ... disso sei.
De mim... saberei?
Sou uma bolha de luz contida num gigantesco espaço à minha volta, pelo laço entre todo o universo e espaço de meus átomos à imagem e semelhança de meu interior visto fora como externo, à volta de mim.
Não sou pele. Nem músculos, nem cérebro.
Sou mente.
Sou gente.
Um espírito enebriado pela beleza de meu terno, é o que penso de mim.
Não consigo compreender isso, mas sei, perfeitamente, que em medidas... ele é perfeito a mim.
O único defeito ... vendo meu corpo assim, é que o pano não para de crescer... com isso fica mais pesado, os ossos se enrigecem, o peso arrasta pelo chão e eu acabo mesmo é corcunda, baixinho e todo enrugado.
No dia em que encontrarem uma vacina para a pele parar de morrer... então penso que vão encontrar também a fonte da eterna juventude.
E ela é ... bom... a eternidade.
Toda eternidade é eterna, ao que presume-se da matemática.
Enfim... sou mente e não sou mente.
Sou gente e com todos disso ninguém é diferente.
Sei que consciente eu me lembro do que faço.
Sei que inconsciente eu faço sem me lembrar.
Logo, sei que gente - e toda ela passa por consciências e inconciências - tem mente.
E sei que mente... é uma só.
Sei que cérebros são divididos.
E sei de gente que com mente, e lúcida, não tinha cérebro.
Ou seja... a mente independe do cérebro para existir.
E nada impede a mente de se alojar num fóton.
É o que eu queria dizer.
Sou um fóton... grande ... caminhante... racional... inteligente... e ... envelhecendo.
O que sei agora, amanhã saberei?
Sei que idosos são ruins de memória recente.
Sei que adultos são ruins de memória infantil.
Sei que criança não tem memória da velhice nem de adulto muito menos de adolescente.
Sei que sem saber acabei aprendendo muita coisa.
Sei que aprendendo cresci.
Sei que me esquecendo... ando encolhendo.
Logo... minhas memórias desaparecem de minha mente à medida em que meu corpo espalha minhas células por aí.
Sei que luz não precisa de memória para saber que é quente, forte, eterna e maravilhosa.
Sei que ... bom... não preciso de célula para ser eterno.
Sei que em tendo célula... não quero mais ser eterno.
E preciso fazer algo sobre isso, afinal quero mesmo me eternizar dentro do meu corpo.
Não tenho o menor interesse em morrer.
Ao menos por enquanto.
Ah... e sei também que o interesse cresce ... instantaneamente.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O ser divino

O ser divino é o ser vivo, e entre eles o ser humano.
O ser canguru ou o ser macaco, assim como o ser dinossauro também são criaturas divinas e existem para que o ser final se chamasse humano e não animal.
A diferença entre um animal e a Besta apocalíptica é ... se considerarmos que a Besta existe, apenas em tamanho. Os animais matam para comer.
Os humanos também.
O divino ... não precisa de matéria para se alimentar.