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terça-feira, 7 de julho de 2009

Bolhas e luz

O fóton é uma bolha, admita-se.
É rápido, sabe-se. É instantâneo, percebe-se da luz ao acender-se que ocupa todo o derredor, mensurável entretanto essa instantaneidade, visto que do sol até aqui leva oito minutos, o que não impede que em oito minutos uma chama nos atinja saída de lá.
Não há muito o que fazer se isso acontecer, a não ser ser lançado, em luz esse fóton inflado dentro de mim, ao interior e de volta à minha origem, do que consideramos planeta, essa bola de matéria a nos impedir de realizarmos esse sonho de retorno ao sossego da eternidade.
Pois bem, o fóton cresce, toma a forma que quer, e aceita nomes e denominações, tem regras e leis, e é forte o suficiente para manter um corpo como o nosso aceso por bem mais tempo que imaginamos.
É uma criatura divina, capaz de agrupar-se por si só dentro de um útero e de lá sair um infinito de vezes maior que si próprio infinitamente já ampliado em uma célula com a aparência de uma lua e fecundado por um dinossauro sem pernas e faminto.
Também esse ser fotogênico que me dá vida é capaz de dar toda a vida em volta de mim e assim o faz.
Não sou o que penso ser, não sou o que creio ser, e sei que sou o ser que me deu vida, desde fóton até aqui. Vou me apagar não me é uma questão, é uma resposta, e definitiva apenas quando ocorrer. Considerando que o tempo não existe, apago-me quando alguém outro me matar. A morte não é a incumbência da vida, penso comigo. Não nasci para morrer. Falta-me esse saber e algas já o conhecem, e também árvores vivem milhões de vezes mais que humanos. Possível é e concebível que Deus esteja presente na origem, no momento e no futuro de nossas vidas.
A Ciência, até aqui inapta ao maiúsculo no nome, por incapaz de nos demonstrar de onde saiu essa luz que nos alimenta a todos e a tudo, há de reconhecer que há inteligência na criação.

terça-feira, 31 de março de 2009

Meu amigo ateu é biólogo.

Biólogo fala de Deus mais do que eu.
Eu falo de luz, e faz fóton, que brilha, gira, e torce o rabo.
Ele fala de macaco, de cachorro, de formiga e tem que vive embaixo d'água.
Falo de água. Falo de cor. De temperatura, e de amor.
A única referência que há na vida da existência de Deus é a Bíblia e o topo de algumas pirâmides, além de tótens e outras maravilhas, de vaca a boi de ouro.
Vaca veio do cachorro?
O cachorro veio da água ou da luz?
Quem inventou toda essa porcariada?
Foi o macaco, o dinossauro, o urso ou a onça?
Meu amigo ficou louco, carrega no carro uma agenda e chama de Bíblia.
Eu lhe disse que era um fruto da mente de sua mãe.
E ele me respondeu que a mãe era uma fruta do cérebro de uma montanha, um morro, um mundo, e que esse mundo veio de uma explosão no céu.
A luz da faísca pesava quanto?
Alguém sabe me dizer?