terça-feira, 17 de novembro de 2009

Obama, Hu Jintao, América, China, Copenhage, Lula... Kyoto...

Soberanias. Disso quero falar.
Sou soberano de meu corpo e o ar que respiro me é direito ser limpo e fresco.
O planeta, apesar das divergências culturais, é um só a todo mundo. Acabando, ou poluindo, o ar, todo mundo sofre. Nem todo mundo morre, entretanto esquentando o planeta, todo mundo, ou corre, ou escorre. Inundando as terras mais populosas, ocupam-se as vazias e ocupando-se as vazias, esvazia-se o campo. Campo vazio, comida vadia, e lá estamos nós de volta à ancestralidade lutando uns contra os outros com pedaços de pau. É bom que não nos esqueçamos que assim como nós nos livramos de um pernilongo que nos ataca, pode ser que a Terra resolva conosco fazer o mesmo, e se de lá ainda um fogo vier do céu, saibamos ao menos que o sol é mais 'amigo' da Terra que de nós e que de lá essa faísca veio.
Se não compreendemos que nossa Natureza é a de amarmos uns aos outros, como vamos nos livrar da hipocrisia de ter que ouvir o homem mais influente do planeta ser censurado pelo homem mais rico do planeta?
Acaso o homem que mais ganha dinheiro no Universo não gasta?
E quem sofre quando ele o guarda ou desvia para longe do povo a quem pertence?
O povo?
É hora de acabarmos com isso.
Ou o país trata seus seres humanos como humanos ou não faz parte da ONU pois não respeita seus direitos.
Radical? Não. Penso que é apenas lúcido e justo.
Sabemos que as sociedades sofrem, e sabemos que podem mudar.
Basta que saibamos ser honestos, nós conosco mesmos, e demonstremos, publicamente, nossos atos indicando nossas intenções.
Não se sorri a um criminoso quando nos ataca.
Só sorrimos se o queremos bem. Ou falseando nossos verdadeiros sentimentos.
Isso é um convite à reflexão.

Um comentário:

  1. Caro Marcos Aurélio,
    Concordo com seu texto e acho que a causa está mais na intolerância entre as diversas culturas do que divergência entre elas. Num pensamento mais universalista, cultura é soma que deveria tender ao UM. Isso aconteceria se a tolerância fosse trocada pela empatia, o que aumentaria o conhecimento e o respeito entre elas, transformando essa diversidade nUM todo.

    Nunca haverá radicalismo no "pensar universalmente", pois, todos os pensamentos manifestados são etapas ou expressões dessa constante reflexão. Torná-las públicas é demonstrar coerência com esse constante trabalho de (auto)aceitação consciente. Aceitação não é sinônimo de sublimação ou resignação. É, acima de tudo, entender.

    Parabéns pelo blog. Sou completamente a favor da reflexão compartilhada com o TODO!

    Abraços,

    PensadoresFalam

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