sábado, 11 de junho de 2011

Povos

Eram doze à mesa.
- Oi.
- Oui.
- Yes!
- No.
- Non.
- None.
- Non.
- Ne.
- Ni.
- Na.
- Não.
- Ah.
Então chegou Judas, e tradutor, logo disse:
- Hy.
O francês na mesma hora sugeriu:
- Olá.
- Hey, hi is not a yes.
- No.
- Non.
- Ne.
- Ni.
- Não.
- Ah.
Nesse momento, Jesus interferiu.
Onze eram os apóstolos, se considerarmos como se fosse um time de futebol, onde o goleiro do outro time era chamado de adversário, ao invés de traidor.
Se fossemos tentar traduzir entre povos essas línguas, como brasileiro uma língua, a um simples 'oi' o português diria afirmativa e certeiramente 'não', se tentassem induzir que seguinte ao francês, sempre falou o ingles sucedido pelo italiano e daí para a frente, só o que consegui compreender era que 'Não' era do portugues, e 'Ah'... já tinha o significado de paz, em chines.
Espanhol, romeno e russo, eu não sei se estaria eu mesmo escrevendo certo... mas nem de longe estaria eu representando um encontro entre os povos todos do mundo e sequer mencionei grego, latino ou árabe.
A confusão dialética ao tempo de Cristo, do que sei era ... bastante complexa.
A mensagem que esse ilustre mais belo filho de Deus entre os homens me passa é que se Ele tudo o que escreveu foi a imagem de um peixe na areia ao chamar-nos de cegos deve ter imaginado que facilmente qualquer um entre nós reconheceria que debaixo d'água nós nascemos. Dentro, efetivamente.
Sendo eu o centro de mim mesmo, todo o Universo a mim percebido gira ao redor de mim.
O Reino de Deus é o corpo do ser vivo.
O Espírito de Deus é a alma por isso tem fé aquele que nela crê.
Seguindo no meu hipotético diálogo, um dodecálogo traduzido por um só escritor, esse eu aqui escrevendo, penso que sairia algo assim:
Jesus:
- Oi.
Pedro, um cidadão francês:
- Oui.
Paulo, um cidadão, e escritor, inglês.
- Yes!
Uma situação assim com certeza traria problemas a qualquer um.
Paulo compreenderia que Jesus apenas esperava como resposta, de um francês, algo parecido com um 'Olá', o que foi dito posteriormente pelo francês na segunda rodada de traduções, e mesmo assim não conseguiriam, com um conhecimento linguístico do tamanho de um ser humano tão comum quanto eu, dizer 'oi' em doze línguas e ainda tentar ensinar a todos os participantes, numa só mesa de jantar, como é o Paraíso.
Bom, eu não consegui.
Em holandês talvez eu arriscasse um "Da", mas tenho certeza que numa aldeia de índios no meio do mato, um sorriso me seria bastante para compreender que nem tudo me é possível de compreensão, especialmente compreendendo, eu humano, tal qual outro, cheio de limitação.
Stephen Hawking, posso dizer, é tão humano quanto eu e se move praticamente apenas por pensamentos, de tanta sabedoria que carrega na mente, e é ateu.
Porém... é incapaz, completamente, de mover-se sem máquinas.... ou seja, ele próprio não enxerga o milagre que o ser humano é capaz de fazer, mas duvido que saiba me dizer o que é ser um ser sem mencionar ser um ser o Ser Criador a razão mais própria do ser criado se sentir, e se definir, ser ele mesmo esse ser.
Para mim o conhecimento das estrelas é inútil, apesar de belo e deslumbrante, se o ser não sabe quem é não poderá saber qual o propósito da sua vida e desconhecerá completamente a beleza que é.
Não há vida fora da Terra.
Essa informação para mim é suficientemente verdadeira a ponto de afirmarmos dela a origem do zero, ou do 'nada' absoluto', se considerarmos que as chances de que a vida na Terra tenha começado de outro modo fora da Terra tenha sido capaz de gerar vida inteligente também na Terra apenas para confundir os seres vivos inteligentes terrestres com um dúvida eterna de que não é possível que Deus tenha nos privilegiado a esse ponto com a solidão.
Quais são exatamente essas chances?
Uma entre infinitos incontáveis incontilhões de astros, estrelas e planetas acima de nossas cabeças?
Se esse número não der zero em qualquer calculadora já construída por humanos, eu diria que não usaram o infinito corretamente ou consideraram bilhões, ou trilhões de quatrilhões, os inexistentes 'incontilhões' que mencionei.
Hépíng, kǒu yǔcí, tīng qǐlái a, bāxī rén... Dà, yě zhǐyào kěqǔ de, zhàngpéng... Hǎo....
Nǐ hǎo, OUI de, nǐ hǎo, shì de, xièxiè, āi, wǒ bù huì shuōhuà, dàn xìnjiàn, rúguǒ, zhídé a, děngyú ài, zhídé, wǒ gǎn dǎdǔ, jíshǐ shì zài bāxī, zuì zhòngyào de shì āi.
Yào xuéxí zhōngwén?
Lái zhù zài bāxī.
Bāxī? Yīngbàng.
Nánrén, nǚrén shìgè wàiguó rén.
Nǚrén, nánrén shì yīgè mòshēng rén.
Que diferença faz?
Eu, por mais que possa aprender... não sei escrever em chinês.
Prá mim chinês não escreve, desenha. E desenha bem o que o japonês esculpe.
A língua, expressa, é uma arte. Deixada, permanece.
Dita... ecoa, e não são tantos os todos que a ecos ouvem.
Um desenho, um quadro, se girado a noventa graus... quanto tempo levar-se-ia para descobrir que o telhado é parede, que a parede é chão e ao mesmo tempo teto, enquanto o chão, que é úmido, nos carrega para baixo não porque a água seja ruim ou a montanha forte, mas porque pesam, tanto um quanto ambos, mais que podemos ... mesmo com nossas caras e modernas tecnologias... carregar?

Sabe me dizer?
Só quero ... ajudar.
Somar.
Ser mais um.
Acrescentar.

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