quinta-feira, 24 de março de 2011

Línguas estrangeiras

Pensei em escrever algo há pouco pensado, e me esqueci do que pensava ter pensado hábil o suficiente para ser escrito que valesse a pena ser lido e traduzido para diferentes línguas que a minha pátria, mas então me dei conta de que se traduzisse isso que escrevo agora sem muito pensar, com o Google ou para todas as línguas, eu já estaria contribuindo para o pensamento escrito ser compreendido senão por toda a comunidade pensante, ao menos antes do que o por elas nunca pensado.
Pensando melhor, e dando-me aos dedos uma pausa, merecida e descanso, tenho certeza que a frase era em francês porque me fez lembrar uma vez que alguém nessa língua a mim estrangeira a ele - o alguém, não necessáriamente um ser masculino - nativa, ao que me fez parecer criticando-me a ortografia até mais que a gramática, o que me causou espanto suficiente para calar-me durante anos acreditando-me atrevido por demais querer dizer algo sem saber como esse algo escrever, como se a afirmar-me ríspidamente que analfabetos não tem o direito de se expressarem.
Não sou mudo de nascença, quero dizer, mas posso muito bem calar-me quanto aos ouvidos dos outros, mas não posso deixar de dizer que o francês não é minha língua de nascimento, se tudo o que sei escrever é: "le français c'est pas ma langue de nascence".... talvez o correto fosse:"le français ne c'est pas ma langue de nascence", ou mesmo: "le français n'est pas ma langue de nascence"...
...
Vou checar no Google:
"Le français n'est pas ma langue de naissance"
Ah, sim... nascence não existe no dicionário deles.
Santo Google, obrigado. Não estou tão mal quanto eu pensei.


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