quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

fatos e fantasias

Um fato é uma certeza, uma ocorrência, e sempre ou ocorrida ou recorrente.
Fato é eu ter nascido de uma mulher.
Informação é ter chegado a mim que essa mulher foi casada com meu pai.
À informação chamo sabedoria, o saber de mim, porém não me é uma certeza, mas apenas uma verdade contestável.
Minha mãe, ou meu pai, ou ambos, podem ter mentido para mim.
Então vem a ciência e me prova que tenho, no meu DNA, DNA do meu pai e DNA de minha mãe.
Bom... eu ainda posso contestar que o irmão de meu pai fez amor com a irmã de minha mãe e meu pai e minha mãe, que já eram casados, me adotaram porque ficaram com pena da minha verdadeira mãe.
Então... a ciência compreenderia que possível é que eu não tenha a certeza de que de minha mãe nasci.
Acredito nisso e razão não tenho para duvidar, mas não me é uma certeza absoluta esse fato. Ou seja... o eu ter nascido é um fato, o ter sido no útero de minha mãe, e pelo meu pai e não pelo seu irmão é uma hipóteses, provável, possível, plausível e mesmo o fato, porém... não é tão fato quanto o fato de que nascido fui.
Confunde... Um fato menor que o outro não pode ter, cientificamente, o mesmo nome.
O igual não pode ser diferente, matematicamente.
Nós, humanos, somos todos diferentes, porém iguais enquanto humanos e não poderia de outra forma me expressar senão igualando-nos, humanos, num grupo.
Entretanto é notável que somos, todos nós, completamente desiguais, e portanto diferentes, um de cada outro.
Somos iguais em essência.
Somos diferentes em matéria.
Aqui cravo minha dúvida: se somos iguais, porque afirmamos que somos diferentes?
Se somos diferentes, porque afirmamos, e compreendemos, que somos iguais?
Somos mentirosos ou temos dois pesos e duas medidas para cada palavra?
Não podemos ser iguais sendo diferentes e somos diferentes e não iguais.
Há uma correção a ser feita na nossa ciência.
Somos, cada um, únicos no Universo.
À imagem e semelhança um de cada outro, somos, vemos, sentimos e percebemos Universos completamente diferentes um de cada outro.
O Universo, à uma mulher africana é total e completamente diferente do Universo de um homem muçulmano nascido no Alaska, convenhamos ao menos nisso.
Assim como numa selva ainda por serem descobertos devem existir índios com língua, cultura e fé estranha à nossa, porém crendo numa divindade maior, poderosa e destrutiva, além de vingativa e generosamente atendendo preces, danças, rituais e pedidos.
Se esses índios, ainda por serem descobertos, já creem em algo que nós por milênios questionamos, de onde nasceu a cultura que lhes transmitiu o que eles consideram máxima sabedoria?
Nada surge do nada, penso eu.
Tudo tem uma razão de existir.
Posso afirmar aqui algo que considero incontestável:
Tudo o que existe, antes de ter existido, não existia.
E com base nisso, posso estender para:
Tudo o que existe é novo à nosso conhecimento.
E, com base nisso como fato, posso admitir que o saber cresce à medida em que descobrimos novidades existentes.
Elas já existiam antes, apenas as desconhecíamos.
Hoje meu amigo Darwinista se confessou teísta. Vai ver crê que o homem evoluiu do macaco e que na verdade Adão era macaco e Eva ... além de má, porque desobedeceu Deus e fez toda essa nossa caca, ainda comeu a maçã a conselho de cobra... Má... caca... Da palavra nasceu a moça. Macaca Eva. O mundo, a julgar pela juventude (e reputo meu amigo inteligente e culturalmente educado), evolui em degraus. De uma hora para outra o macaco surge, e depois dele o homem.
Difícil é explicar a ele que o único livro que permanece defendido até a morte por oito milênios se chama Bíblia e a ciência, apesar de viver descobrindo coisas, ainda não fez um único livro que explicasse como o fóton se transforma em átomo.
Explodindo, crê-se.
Criando, penso.
Fato é que penso.
Fato é que creem em fantasias e fato é que a vida não é uma fantasia e a morte, essa sim, uma ufania, que deveria nos ser apenas fantasia, infelizmente ainda nos é a única outra grande certeza da humanidade.
Questionável.
Algas vivem eternamente.
Árvores vivem milênios.
Tartarugas vivem mil anos.
E todas elas nascem de apenas uma célula.
E diz-se como fato que essas células não pensam.
Aliás, nem mesmo à nossa primeira zigoto é atribuido o pensar.... mas ninguém pode negar que sozinha foi capaz de construir o corpo nosso, e quase igual a todos os outros. Olhando não foi... ao que saibamos... que aprendeu a fazer isso.
Foi por escrito.
Então... se não é inteligente, ao menos sabe ler e seguir instruções melhor que nós mesmos.
Fato, humano, é que não é inteligente acreditar que o ser que nasce tem como destino certo a morte.
Fato, pessoa, é que é inteligente crer na imortalidade.
Fato é que o único livro que explica a origem da humanidade se chama Bíblia.
Fato, creio eu, é que ninguém consegue interpretar o que nela escrito está.
Fato é que existe um abismo entre o que penso e creio eu e o que pensa e crê todo e qualquer ser humano na face da Terra.
Contestável?
Por favor... sirva-se, mas... por favor... é fantasia achar que o mundo vai acabar. E achismo não é fato. Fato é que egípcios conheciam astronomia e que maias também.
E fato é que ambos deixaram marcas parecidas sobre o que pensavam do Universo.
O mundo acabará para todo aquele que nele, no mundo, se acabar. Morrendo o ser vivo morre com ele todo o Universo que ele conhece.
A isso chamo também achismo. Achismo meu, mas ... achismo. Só morrendo se tornará, para mim, uma verdade.
Mas... saberei?
A vida não nasceu para morrer, acredito.
Seria estúpido demais evoluir se fosse mesmo o propósito da célula matar o indivíduo que ela constrói.
Bom... agradeço comentários. Fazem-nos pensar.

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