domingo, 10 de outubro de 2010

A matemática e o triangulo

Da Terra ao Sol e do Sol à lua pode-se imaginar instantaneamente um triangulo onde a hipotenusa é a distância entre o Sol e a lua.
Se escolhessemos como lua a mais distante no Universo entre todas as luas, veríamos claramente em nossas mentes que o arco prescrito entre nós e essa lua, se elevado ao quadrado, superaria em muito a soma dos quadrados dos catetos, ainda que o cateto maior, entre o Sol e a suposta lua, também não pudesse ser descrito senão como um arco e não uma linha reta.
O quadrado da distancia da Terra ao sol, adicionado ao quadrado do cateto entre o Sol e a lua, jamais seriam capazes de igualar-se ao quadrado de tal hipotenusa formando um triangulo.
Imaginariamente, sim. Na prática... jamais.
Ora, imaginariamente também eu posso descrever a relação entre eles da mesma forma como posso compreender-me único e centro de um único e meu Universo, idêntico em tudo, exceto em forma e números, aos de todos os demais e tenho convicção, absoluta, que posso demonstrar a quem quer que seja que esse meu Universo particular jamais - JAMAIS! - se verá livre de mim. Ainda que eu morra ou desintegrem-se todos os meus atos. Meus pensamentos, minhas sensações, meus movimentos e as ondas que produzi... eternas já se tornaram.... eternas já eram, apenas a elas acresci os meus movimentos.
Deliberados e nem tanto.
A matemática é uma ferramenta, e como todas, material e descartável, substituível e manipulável.
Com ela posso provar quem sou, quem fui e quem serei.
Sem minha mente... não posso provar nada.
Com minha mente... tudo o que sei é verdadeiro.
Tudo o que duvido é duvidoso.
Nada do que sinto é falso e nem de tudo o que sinto sei.

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