Um ovo, ao invés de quebrar-se aos 27 dias pode amolecer a casca aos 18 e dele nasce, ao invés de um pássaro, borboleta ou lagarta, um bebê que não sabe o que é. A mulher, uma casca mole duas vezes mais dura que o homem, uma casca mole, se unem, e formam outro ser igual e idêntico a cada metade de si. É sabido que a primeira célula nossa se divide exatamente ao meio, mas também sabido é que um esperma é menor que um óvulo e tem muito mais esperma que óvulo na natureza. O desequilíbrio do ovo de pé é o que mantém o equilíbrio dos seres deitados. Unidos somos a vida, todos nós e cada pedacinho de cálcio como casca e cada pedacinho de matéria como luz. É inacreditável a mim compreender-me uma casca viva, cheia de vida dentro e fora de mim, mas é o que sou. Sou uma frágil e tênue membrana de ovo, nem casca nem filhote, nem ave, nem borboleta, nem lagarto nem lagarta, eis aqui o bicho que sou. Nem vegetal nem animal, luminoso, isso é o que sou, luminoso e sujo, feito apenas de excrementos de vidas passadas todas elas antes, e dentro de mim de passagem, uma luz, apenas uma luz e brilhando presa a um corpo de mãos e pés tão separados quanto continentes de minha cabeça pensante.
A vida é maior, anterior e causadora da luz que passa através de nós, tão rapidamente que não percebemos, nem nós nem ninguém, nada mais atraente e prazeroso, delicioso, de se deixar seduzir, a luz nos encanta, e encantando a todos e a tudo, e nenhum de nós igual a outro, nos permite a ilusão de que existimos, e existimos, isso, nossa vida, não é uma ilusão, é uma incompreensão, jamais antes compreendida.
Ao contrário, penso também. Se já construíram tótens, pirâmides, imagens, livros, Bíblias, e grandes, consistentes, verdadeiras, literárias, obras ímpares, nobres, beirando à verbalização da metáfora como do sonho a realidade, enfim... se já sabiam da existência de Deus, porque seguimos com dúvidas?
Deus é uma bolha de luz e cada um de nós é uma bolha de água.
Supondo que uma mente caiba em um oxigênio, dois hidrogênios nos dão sustentação. Que tamanho tem cada uma de minhas invisíveis asas?
Se ninguém teve essa curiosidade, ela cresce 2 kilos por dia, em média, e se espalha saindo de poros de meu corpo. Poros grandes e poros pequenos, poros pares e poros ímpares, contáveis e insondáveis, entretanto todos perfeitamente encaixáveis uns nos outros. Enrolado, mas luminoso.
Sou uma libélula e todos voamos, não apenas pássaros e pirilampos.
Formiga, mosquito sem asa, está aí e não me deixa mentir, se uma mosca perde a asa, cai no chão em forma de ovo, uma formiga rainha o acolhe, e ela nasce formiga.
Sou um galho saído de meu pai, um tronco saído de seu pai, uma raiz saída de seu avô, uma semente oriunda de seu avô, e ascendentes, vinda de Deus.
Não consigo compreender a Ciência. Honestamente.
Qual é a diferença entre Deus e Allah? Entre Jeová e Belzebu?
Deus é luz, em movimento, gerando vida.
Amar a luz não somente é uma boa idéia como amar a si como se ama a Deus.
Amar ensina-se, luz aquece, amor também.
Um ovo, como a mulher, capaz de não quebrar-se, para permitir dentro de si uma nova casca a nascer é uma eternidade que apenas muda de lados, e se repete, sim, desde o princípio até o fim. Nós somos o meio, e ambiente, andamos e caminhamos por dentro de nós. Somos, como dizia Jesus, os filhos de Deus no Reino Encantado de Deus. Encantado Ele não sei se disse, mas encanta até hoje e assim perdurará.
A eternidade, além de eterna, como já disse antes, é permanente e passa por aqui.
Só não vê quem não quer.
Mon mond est d'autre. Meu mundo é outro. My world is another. And mine. I follow, shadow of me, myself.
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domingo, 5 de julho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
मु अमिगो astrôनोमो é biólogo
No topo de uma montanha, ao lado de um Cristo enorme de pedra, e iluminado às nossas costas, eu e dois amigos conversávamos sobre luz e pedras.
Luz brilha distante e reflete em pedras que brilham próximo e defletem.
Meu amigo ateu, que é esse biólogo me diz que Deus é a Natureza e eu defendo a idéia de que é um gigante, de muitos dedos, 6,75 bilhões, aproximadamente, e cada um sem compreender as incontáveis patas que saem de Sua majestosa cabeça.
Então começamos a entoar cânticos, e palavras de sabedoria esplendorosa, de Cazuza a Raul Seixas, com a colaboração de Beatles, Roberto e Erasmo Carlos, Milton e Lô, nem Chico ou Caetano ficaram distantes. Até o Tom apareceu e com ele o John, e nos brindou com a surpresa de não aparecer o Ringo nem o Harrison, ocupados em outras bandas.
A beleza da beleza dessa cabeça nos entontece.
Não há muito o que dizer, cantamos, rodopiamos, rodopiei ao menos eu, eles ficaram lá, não compreendendo a vontade que tem de voar e falando de borboletas, de múltiplas cores e tamanhos, com formas diversas, de tubarão a escorpião, de baleia a morcego, só não vi lacraia, até zebra, leão e onça apareceram, isso sem falar no grilo, no macaco que mandou em seu lugar um gambá.
Um local bonito, encantado, mágico mesmo de cantar.
No fim escolhi a Xuxa, como melhor compositora, além de filósofa e professora, pois ensina a crianças.
Sei que depois de passarmos por Piaff, acabamos cruzando com Adamo e logo toda a italianada estava solta.
Os bichos não aplaudiram, e nem todos sobreviveram, infelizmente meu amigo biólogo acabou por excesso de amor a uma borboleta tigre pisando em outra, com forma e nem vi que forma tinha, tão preocupado eu com toda essa gente.
Enfim... uma noitada no topo de mais uma montanha na minha vida.
Encantada, e iluminada. Inspirada, inspiradora, e, espero, inspirante.
Luz brilha distante e reflete em pedras que brilham próximo e defletem.
Meu amigo ateu, que é esse biólogo me diz que Deus é a Natureza e eu defendo a idéia de que é um gigante, de muitos dedos, 6,75 bilhões, aproximadamente, e cada um sem compreender as incontáveis patas que saem de Sua majestosa cabeça.
Então começamos a entoar cânticos, e palavras de sabedoria esplendorosa, de Cazuza a Raul Seixas, com a colaboração de Beatles, Roberto e Erasmo Carlos, Milton e Lô, nem Chico ou Caetano ficaram distantes. Até o Tom apareceu e com ele o John, e nos brindou com a surpresa de não aparecer o Ringo nem o Harrison, ocupados em outras bandas.
A beleza da beleza dessa cabeça nos entontece.
Não há muito o que dizer, cantamos, rodopiamos, rodopiei ao menos eu, eles ficaram lá, não compreendendo a vontade que tem de voar e falando de borboletas, de múltiplas cores e tamanhos, com formas diversas, de tubarão a escorpião, de baleia a morcego, só não vi lacraia, até zebra, leão e onça apareceram, isso sem falar no grilo, no macaco que mandou em seu lugar um gambá.
Um local bonito, encantado, mágico mesmo de cantar.
No fim escolhi a Xuxa, como melhor compositora, além de filósofa e professora, pois ensina a crianças.
Sei que depois de passarmos por Piaff, acabamos cruzando com Adamo e logo toda a italianada estava solta.
Os bichos não aplaudiram, e nem todos sobreviveram, infelizmente meu amigo biólogo acabou por excesso de amor a uma borboleta tigre pisando em outra, com forma e nem vi que forma tinha, tão preocupado eu com toda essa gente.
Enfim... uma noitada no topo de mais uma montanha na minha vida.
Encantada, e iluminada. Inspirada, inspiradora, e, espero, inspirante.
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